21.12.10

Instituto Ricardo Brennand

Meus amigos hoje lhes apresentam o Instituto Ricardo Brennand, no Recife, que tem recebido, por mês, cerca de 12 mil pessoas. É, portanto, um dos museus mais visitados do país. Com um diferencial: mantém ações educativas, num intercâmbio entre as escolas públicas e privadas de Pernambuco e de outros estados. O espaço fica na Várzea e como tenho uma amiga que reside lá, então fizemos a festa: eu, ela, o filho dela, Ivanilson e a neta. Diariamente chegam ao espaço cultural da Várzea gente de toda parte para conhecer seu acervo.

Li no Blog “Na Pauta do Dia” http://napautadodia.blogspot.com que
Que os visitantes são atraídos por ser o Museu o maior acervo do Brasil Holandês existente no mundo, bem como atraídos pelas exposições movimentadas pelo espaço. São livros raros, objetos, mobília, fotografias, pinturas, gravuras e documentos históricos que nos fazem conhecer melhor nossa história.

O Instituto Ricardo Brennand tem como objetivo principal a preservação e a difusão da história, arte e cultura brasileiras, sobretudo do período denominado de Brasil Holandês. No século XVII, os holandeses se fixaram no Nordeste brasileiro por vinte e quatro anos. A partir deste episódio, o Instituto focaliza suas ações nas relações culturais, econômicas e políticas entre Brasil e Europa, em especial a Holanda. Com destaque para a mais completa coleção de Frans Post do mundo ali exposta permanentemente. São 20 telas que retratam paisagens brasileiras pintadas pelo artista holandês, integrante da comitiva de Maurício de Nassau, quando de sua passagem por Pernambuco. Em todo o mundo somente existem 160 telas do artista. A Coleção do Instituto Ricardo Brennand é a única a reunir telas de todas as fases do pintor e o Instituto conserva hoje em nosso Estado 10% de toda produção conhecida de Post.


O Foyer da pinacoteca, também acolhe peças importantes e com história como alguns móveis que pertenceram ao lendário Solar Monjope, de arquitetura colonial brasileira, do período Barroco-Jesuíta que durante anos foi referência do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O solar, construído no princípio daquele período, por D. José Mariano Filho, usando ruínas de igrejas, pedaços de madeiras entalhada, azulejos esquecidos, já foi mostrado em revistas de ambientação, de decoração e revela uma época de apogeu.












































E também curiosos pela maior coleção de armas brancas, apresentada pelo Museu de Armas – Castelo São João, parte integrante do Instituto. Ali estão mais de 3 mil peças – armaduras, espadas, adagas, armaria, tapeçaria, quadros, objetos, entre outros, que revelam a arte das guerras através dos tempos. É a maior coleção deste segmento nas mãos de um colecionador particular, em todo o mundo.
Instituição colocou Pernambuco, definitivamente, na rota de grandes exposições, por oferecer um espaço adequado e equipado para tal.









O Instituto Ricardo Brennand expõe ao público as 48 esculturas inéditas de cera na carnação e corpo em fibra de vidro, do julgamento do superintendente de Finanças do reinado do Rei Sol Luís XIV, Nicolau Fouquet. Os personagens de cera em tamanho natural, adquiridos pelo colecionador Ricardo Brennand num leilão em Paris, há aproximadamente um ano, são compostos por 40 esculturas masculinas e sete femininas em tamanho real e vestes condizentes com a época (1661). É como se a arrumação da sala e disposição dos personagens reproduzissem uma fotografia do momento em que ocorreu o julgamento.
Entre os presentes, além do próprio réu, o rei Luís XIV, a mulher e a mãe de Fouquet, 14 jurados, um juiz, Frans Post, D’Artagnan (um dos três mosqueteiros), o autor e comediante Moliere, frades, representantes da sociedade civil, entre outros, compõem o cenário a ser apreciado pelo público.
Nicolau Fouquet, amigo das artes, das plantas e das letras, andava cercado por artistas escritores como o poeta e fabulista la Fontaine, a escritora madame de Sèvigné, e os pintores Poussin e Puget. Foi por intermédio do Cardeal Mazarin, ministro todo poderoso do reino, que se tornou em 1653 o Superintendente das Finanças do Rei Luís XIV. No cargo, Nicolas Fouquet restabeleceu a credibilidade das finanças do reino e, gozando de privilégios econômicos, multiplicou sua fortuna tornando-se um dos homens mais ricos da França. Não demorou para que uma legião de inimigos surgissem, todos cobiçando o seu cargo. Entre os rivais de Fouquet estaria o responsável direto pela sua condenação: Jean Baptiste Colbert, que disse ao rei Sol, que havia um traidor na corte.
Aconselhado por Coubert e a fim de verificar a extensão do patrimônio de Nicolau Fouquet, o rei Luís XIV manifestou o desejo de conhecer a bela propriedade que o seu ministro erguera por 15 anos (1641 a 1656), em 40 hectares, no Vaux-le-Visconte, a 55 quilometros a sudeste de Paris. Inocente da fragilidade de sua posição, Fouquet proporcionou ,em 17 de agosto de 1661, ao rei e sua corte a maior festa ao ar livre da história da França.
Os 600 convidados vindos de Paris foram acomodados nas 700 dependências e apartamentos do Palácio e todos presenteados com um ambigu ( travessas de manjares exóticos, bandejas de carne de caça, jarras de vinho, espumantes, sucos, licores, pães quentes e cestas de frutas e um sem fim de potes de doces em calda) especialmente preparado por Vatel, um famoso maitre d’hotel da época. Como se não bastasse, ainda foram sorteados entre os convidados armas para os cavalheiros e diamantes para as damas.
Era insuportável para Luís XIV, homem vaidoso e arrogante ver tanta fartura ser exibida por alguém que hierarquicamente lhe era inferior. Portanto, três semanas depois, no dia 05 de setembro de 1661, Luiz XIV ordenou a D”Artagnan, capitão dos mosqueteiros do Rei, que prendesse Fouquet e o levasse a uma corte especial, onde foi condenado a prisão perpétua.
O motivo da punição foi não ter obedecido à razão máxima do Estado que diz que “jamais um súdito, por mais prestativo que seja, deve ofuscar o brilho de seu Rei”. Nicolau Fouquet foi aprisionado no Castelo de Pignerol nos Alpes da Sabóia de onde ele jamais saiu, falecendo em 23 de março de 1680. Diz a lenda que ele pode ter sido o homem da máscara de ferro.



Um comentário:

  1. Museu das Armas no Instituto Ricardo Brennand

    Distante de nós apenas 400 quilômetros, “Museu das Armas”, um dos mais importantes museus do Brasil. Localizado no “Instituto Ricardo Brennand”, no bairro da Várzea no Recife. No Instituto Ricardo Brennand também guarda a maior coleção Frans Post do Brasil Holandês. O Brasil Holandês é um dos momentos mais ricos e importantes do período colonial brasileiro. Nesse espaço de tempo que vai desde 1630 a 1654 ( e sobretudo entre 1637 a 1644, nos sete anos da administração de Nassau) foram produzidas as primeiras e mais importantes obras de arte européia das Américas, assim como mapas e textos fundamentais para a compreensão da topografia, da flora, da fauna, e dos hábitos e costumes dos habitantes do nosso país. O acervo do Instituto Brennand abrange as principais áreas de produção cultural desse período da história, e inclui retratos do Conde João Maurício de Nassau, mapas, objetos, moedas, documentos e ampla biblioteca sobre o domínio holandês, tudo representado no instituto. Vale a pena visitar. As quartas a visitação é gratuita. As fotografia que fiz do Instituto estão nesse endereço: www.nazismonuncamais.blogspot.com

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.