22.12.10

Semana Nacional da Mulher - Forúm 2010

Convite: “Cem anos do dia internacional da mulher: Perspectivas ou engodo?”

Conversarei sobre o tema acima no CEPAC - Centro de Ensino Experimental Professor Adauto Carvalho no dia 30 de abril, sexta-feira  às 15:00h. O evento faz parte de um ciclo de palestras sobre o Dia Internacional das Mulheres e será aberto a quem quiser participar.
















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Um comentário:

  1. Convite: “Cem anos do dia internacional da mulher: Perspectivas ou engodo?”

    Conversarei sobre o tema acima no CEPAC - Centro de Ensino Experimental Professor Adauto Carvalho no dia 30 de abril, sexta-feira às 15:00h. O evento faz parte de um ciclo de palestras sobre o Dia Internacional das Mulheres e será aberto a quem quiser participar.

    Dia Internacional da Mulher: até quando irão comemorar

    Nasci na efervescência da Revolução Feminina. Na nossa casa assinavam-se várias revistas entre elas a Revista Manchete. Todas as matérias relacionadas á mulher eram lidas por mim, mesmo sem ter idade suficiente para entender o que se passava e muita coisa se passava nesse panorama: liberdade sexual, pílula anticoncepcional, direitos iguais. Compreendi melhor o que se passava quando comprei uma revista “Carícia”, nas bancas e sofri duras críticas de um parente meu que logo ganhou a adesão da minha avó e da minha mãe também, que atendendo as solicitações dele, arrancaram de mim a revista, rasgaram, jogaram no lixo e me descriminaram dizendo que eu estava sendo leviana. Fiquei chocada com esse ato de barbárie. Lembro-me desse episódio e todos os seus detalhes, roupas que usávamos, móveis da casa, fisionomia das pessoas, palavras que usaram. Comecei a entender porque as mulheres lutavam e comecei a gostar desse movimento e querer lutar também. Comprei outras revistas “Caricia”, pois elas não continham nada que pudesse modificar a minha personalidade. Para entrar na luta eu passei a desafiar os meus familiares dizendo: comprei e compro e que os direitos são iguais, se o homem pode eu também posso. Fui uma garota rebelde que no dizer de quem quer dizer: dei muito trabalho aos meus pais. No meu entendimento fui condizente com a minha época e não alienada ao que se passava conosco. Há mais ou menos uns 35 anos desse episódio até os dias atuais e as mulheres continuam se agredindo: mães, avós, irmãs, amigas etc. O discurso é que no contexto temos uma sociedade preconceituosa, dominada por homens. Esse é apenas um discurso falso. Na realidade somos uma sociedade preconceituosa sim mas, dominada por mulheres que despertam nos homens todo o preconceito e a subjugação que sofremos desde que o mundo é mundo. É a mulher a responsável por essa sociedade machista que temos, é a mulher que agride, critica, humilha e espanca umas as outras. È a mulher que semeia a discórdia, a desunião e a desavença. Há exceções, raras exceções porque algumas mulheres como eu, já assimilamos a necessidade de nos unirmos e nos defendermos seja em qual circunstância for. Devemos assumir um comportamento que nos una e não que nos separe. Enquanto não nos unirmos vamos continuar comemorando o dia internacional das mulheres e sendo cada vez menos femininas e mais feministas.

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