5.3.11

ENTREVISTA - Arlindo Lacerda



Arlindo Lacerda

Serra-talhadense convicto, o artista plástico Arlindo Lacerda expressa veementemente o amor por sua terra e pela arte de pintar. Ele é um legítimo representante do oficio que nasce exatamente a partir do impulso interior que muitos chamam dom e que se faz, alheia a todas as convenções acadêmicas e sociais, indispensável à elaboração de toda a arte e que se quer legitima e respeitável.




Lacerda estudou em São Paulo na escola Panamericana de Artes, que é uma das melhores escolas de arquitetura e artes do Brasil. Pois ela desperta em seus alunos o gosto pela arte. Não chegou a concluir, mas aprendeu a história da arte, sobre os grandes pintores e seus trabalhos, mas em matéria de pintura, de nuança, de textura e tudo que representa a prática da arte de pintar, ele é autodidata.


O artista é bastante solicitado atualmente, especialmente para a confecção de trabalhos sob encomenda. Ele diz que não tem uma linha definida, trabalha estilos variados bem ao gosto do cliente. “e as pessoas gostam mais de imagens, mas eu pinto tudo”. Fala da difícil arte de vender artes: “se no Brasil é difícil vender artes imagine que em Serra Talhada é quase impossível”. Informa-nos que vende apenas 3 ou 4 quadros por ano que sua venda maior é para outras cidades como Caruaru, Petrolina, Araripina para todo o Brasil e até para o exterior via internet. “O valor de uma tela de um metro, por exemplo varia entre mil a mil e duzentos reais por aí, mas o comprador precisa ter um amor, uma paixão pela arte ou então não irá pagar - informa”. Aqui na cidade Lacerda tem apenas um cliente fixo que é o Sr. João Batista que tem em suas residência mais de 15 telas de Lacerda. Na cidade de Araripina a Sra. Diva, ex-primeira dama dedica uma profunda admiração pelo artista e sempre encomenda telas. Lacerda diz que Serra Talhada atualmente conta com muitos representantes das artes plásticas cada um com o seu peso, com a sua vocação e que estão se reunindo para trocar trabalhos, idéias. 






Quanto à divulgação dos trabalhos e do seu nome, o espaço ainda é pequeno e que, as exposições é uma pequena brecha. Em São Paulo ele expôs na Galeria Roosevelt, “participei de uma coletiva e logrei os dois primeiros lugares. Cada artista participava com duas obras e minhas telas ficaram uma em primeiro lugar e a outra em segundo. Expus em Recife na Biblioteca Pública, na Feira Nacional de Negócios e Artesanato – FENEARTE, pois na feira é onde eu recebo várias encomendas. É uma das maiores feira de artes do Brasil então é uma oportunidade que buscamos. Por meio de divulgação na internet e em exposições conquistamos um público embora pequeno. 


Depois de ver o quadro pronto, o comprador acaba solicitando a confecção de outro – informa. A Tv Asa Branca de vez em quando nos procura para uma entrevista e assim, com pequenas oportunidades o artista caminha”. Perguntei a ele o que ele acha de uma galeria de artes na cidade, ele vibrou e disse que seria de grande importante pra cidade e para os artistas. “Aqui temos a Casa do Artesão e a Casa da Cultura muito bem organizada por Tarcisio Rodrigues e uma galeria só iria somar, com isso a arte só tem a ganhar. Se for ter a galeria eu mesmo vou querer expor”. Para alguns artistas como Arlindo Lacerda, o conhecimento acadêmico é perfeitamente dispensável, pois acredito que um artista bom, como ele o é, já nasce pronto. Parabéns Lacerda e sucesso.

Um comentário:

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.